País tem mais de 1.000 aviões do tipo sob controle privado e está atrás apenas dos EUA
Rafael Balago
Repórter de macroeconomia
Publicado em 28 de agosto de 2025 às 06h00.
Última atualização em 28 de agosto de 2025
O Brasil ostenta um título curioso na aviação: é o vice-campeão global em frota de
jatos privados. O país tem 1.103 deles, segundo dados da Airbus.
O campeão, os Estados Unidos, estão muito à frente, com 15.492. O México,
segundo colocado na América Latina, tem 1.030, enquanto Venezuela (248) e
Argentina (205) vêm logo atrás no ranking regional.
O Brasil se destaca ainda por ter uma frota jovem: a idade média dos jatinhos no
país é de 18,4 anos, quase na média global, de 18,1 anos. No México, esse
indicador é de 30,5 anos. Na Venezuela, 39 anos.
O setor segue aquecido no Brasil. No começo de agosto, a feira Labace, em São
Paulo, recebeu 14.000 visitantes e movimentou 150 milhões de dólares em
negócios, segundo estimativa preliminar. Só a TAM Aviação Executiva vendeu
nove unidades.
“À medida que os negócios dos nossos clientes vão crescendo, a gente cresce
junto”, diz Marcelo Moreira, vice-presidente de vendas para a América Latina da
Textron, que fabrica a marca Cessna e tem o Brasil como segundo maior mercado.
Dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag) apontam que a
movimentação das aeronaves cresceu 32% no primeiro semestre de 2025, e que
até o fim do ano o país atingirá a marca histórica de 1 milhão de voos privativos já
realizados.