A NETSCOUT confirma presença no ABRINT Global Congress 2026, que começa nesta semana em São Paulo, com uma proposta clara: ajudar provedores de internet a enfrentar um dos maiores riscos operacionais da atualidade, os ataques de negação de serviço distribuída (DDoS).
Durante o evento, a companhia apresentará, em parceria com a Hafen Tecnologia, a integração entre as soluções Arbor Sightline e Threat Mitigation System (TMS), voltadas à visibilidade, detecção e mitigação de ataques em tempo real. A demonstração será realizada no estande J-20.
A abordagem da NETSCOUT parte de um princípio que vem ganhando força no setor: antes de bloquear um ataque, é preciso compreender o comportamento do tráfego. O Arbor Sightline atua justamente nesse ponto, analisando grandes volumes de dados, identificando padrões da rede e detectando anomalias que possam indicar ameaças em curso. A partir disso, a plataforma automatiza a classificação dos ataques e coordena a resposta com outras camadas de mitigação.
“Além da detecção proativa, o Sightline integra inteligência global de ameaças, permitindo correlacionar eventos locais com padrões observados em redes ao redor do mundo. Esse alcance global é sustentado pela capilaridade única da NETSCOUT, que monitora o tráfego de internet a partir de pontos de observação distribuídos ao redor do mundo. Hoje, a companhia protege dois terços de todo o espaço IPv4 roteado globalmente, com visibilidade sobre redes que já suportaram picos superiores a 800 Tbps de tráfego, cobrindo 376 setores da economia e mais de 12 mil sistemas autônomos (ASNs), o que nos permite acompanhar dezenas de milhares de ataques diariamente, com dados reais e verificáveis, oferecendo uma leitura precisa e atualizada da evolução das ameaças”, detalha Eric Soligo, Diretor de Vendas da NETSCOUT.
O tema ganha relevância em um momento em que os ataques DDoS se tornam mais sofisticados e frequentes, impulsionados por botnets e serviços de ataque sob demanda, que reduzem as barreiras técnicas para cibercriminosos. No segundo semestre de 2025, mais de oito milhões de ataques foram registrados globalmente, com picos de até 30 Tbps. No Brasil, foram mais de 470 mil incidentes no período, concentrando quase metade das ocorrências da América Latina.
Esse cenário pressiona especialmente os provedores regionais, que hoje desempenham papel central na conectividade do país. Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações, o Brasil já conta com mais de 11,8 mil ISPs em operação, sendo que os provedores de pequeno e médio porte respondem por mais de 56% do mercado de banda larga fixa — e, em muitas cidades, superam 80% de participação.
Apesar da relevância, esses provedores operam, em geral, com estruturas mais enxutas e menor redundância de rede, o que amplia a exposição a incidentes e torna a resposta a ataques um desafio técnico e financeiro.
Nesse contexto, a proposta da NETSCOUT é oferecer uma camada de inteligência que permita antecipar ameaças e reduzir o tempo de resposta, garantindo maior continuidade dos serviços e proteção da experiência do usuário.
A participação no ABRINT 2026 reforça o posicionamento da companhia em apoiar o ecossistema de provedores com base em visibilidade de tráfego e inteligência global, em um momento em que segurança e disponibilidade deixam de ser diferenciais e passam a ser requisitos básicos para a sustentabilidade do negócio.
Reprodução: Guia Do PC




